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Brasil é líder na devolução de embalagens de agrotóxicos para reciclagem

País devolveu 95% dos recipientes de defensivos agrícolas em 2012; consumo foi de um bilhão de litrosO Brasil permanece no topo da lista de países que mais retiram embalagens de agrotóxicos do campo: 95% dos potes e galões utilizados são devolvidos para reciclagem. O país também é líder no consumo, utilizando um bilhão de litros de defensivos agrícolas por ano, o que equivale a movimentação de U$S 9 bilhões. De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), no ano passado, quase 38 mil toneladas foram retiradas do campo, 9% a mais do que em 2011.

A maioria das embalagens, feitas de plástico, alumínio ou papelão, podem ser recicladas depois que chegam aos centros de recebimento. O processo de reaproveitamento pode oferecer outros 17 tipos de produtos, como canos, mangueiras e até novos galões. O que não foi corretamente lavado, precisa ser incinerado por conter resíduos tóxicos.  O processo necessita do apoio de fabricantes, revendedores de agrotóxicos e dos agricultores.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Luís Rangel, explica que a ajuda dos agricultores é necessária devido ao aumento de vendas de defensivos agrícolas nos últimos anos. Ele aponta que o sistema de controle na devolução das embalagens foi melhorado através da fiscalização e do aprimoramento das revendas.

A chamada logística reversa está prevista na Constituição. Quem utiliza defensivos agrícolas na lavoura, deve, obrigatoriamente, limpar as embalagens sob pressão ou lavar três vezes e furar o fundo, e depois levar os frascos para um ponto de recebimento. O agricultor que não cumpre a legislação corre o risco de ser multado. O valor pode chegar a R$ 20 mil e até dobrar em caso de reincidência.

Os fabricantes e revendedores de agrotóxicos têm papel fundamental neste processo.

– No momento da compra, o estabelecimento comercial que está efetuando a venda deve informar na nota fiscal o local e os endereços de devolução dessas embalagens. Então, na compra, o produtor já está ciente de onde tem os pontos de recebimento para ele fazer a devolução – explica o gerente e responsável técnico pela Associação das Empresas do Agronegócio (Aeagro), Leandro Alves de Carvalho.

O fabricante é responsável por recolher e encaminhar os vasilhames para reciclagem. Para este ano, o setor quer alcançar 100% de devolução.

– O sonho de qualquer fiscal é ver o sistema todo ajeitado, funcionando muito bem; 95% é um índice muito bom, é o melhor do mundo. São 5% dentro daquela margem de produtores que não devolvem, ou que ficam com esses produtos escondidos em suas propriedades ou que têm restos de produtos obsoletos, nos quais precisamos incentivar um trabalho de recolhimento.

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