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Economia

Dólar fecha a R$ 5,24, menor valor desde julho

Os valores foram impactados pelas decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central norte-americano

Dólar
Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou esta quarta-feira, 16, em queda de 0,92% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2400 para venda – no menor valor de fechamento desde 31 de julho (quando encerrou a R$ 5,2160) – reagindo ao comunicado da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e às sinalizações do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, sobre os próximos passos do banco central.

Durante a coletiva de imprensa de Powell, a moeda renovou mínimas sucessivas a R$ 5,2130, no menor valor intraday desde 3 de agosto. Para o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, o mercado respondeu ao “discurso esperançoso” Powell, ao ressaltar que a atividade econômica dos Estados Unidos tem se recuperado dos impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus. “Além de prometer usar todos os instrumentos necessários para manter o apoiar à economia norte-americana”, comenta.

O economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, avalia que o Fed teve posição “extremamente ‘dovish'” (suave) nesta reunião, e que a narrativa de que a autoridade monetária vai continuar suportando a economia dos Estados Unidos cria um terreno fértil para continuar “inflando” o preço dos ativos.

Ortiz pondera que há riscos nessa narrativa, sendo um deles a ausência de mais suporte fiscal por parte do governo e do Congresso norte-americano já que Fed reitera que a trajetória da economia dependerá da evolução do coronavírus por lá. “A gente percebe uma queda bastante expressiva no último mês quanto ao número de casos [de covid-19]. Se o número de casos está caindo, a economia vai bem. Isso vai auxiliar ainda mais a retomada econômica”, diz.

O comunicado da autoridade monetária ressaltou que o juro básico continuará baixo por um longo período, conforme a mediana das projeções com expectativa que fique em 0,1% até 2023. “Essa postura fortemente ‘dovish’ de manter juro baixo por muito tempo tende a enfraquecer o dólar globalmente”, diz o economista da Guide justificando o movimento de queda acelerada durante a divulgação do comunicado.

Nesta quinta, 16, o mercado deverá seguir reagindo à decisão do Fed, enquanto investidores locais deverão digerir o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que manteve a taxa Selic a 2% ao ano.

Na agenda, tem ainda as decisões dos Bancos da Inglaterra (BoE) e do Japão (BoJ). “Esses dois não fazem preço como o Fed, mas o mercado poderá ter uma sessão de ‘ressaca’. Mas vejo espaço para valorização do real”, aposta Ortiz.

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